Neste texto, minha preocupação é de contribuir para o debate numa perspectiva sócio-histórica, procurando demonstrar que a preocupação com o tema não nasce arbitrariamente, mas resulta de uma busca progressiva de elaboração de um pensamento complexo e prático sobre a realidade social. Tal busca encontra-se presente em diversos momentos da construção de um pensamento sociológico antiutilitarista e humanizante que, desde fins do século XIX, vem valorizando a força da associação entre os homens como recurso explicativo poderoso dos movimentos coletivos e espontâneos. Isto é, como recurso teórico de valor prático na construção de esferas públicas democráticas a partir da sociedade civil, fora das esferas do Estado e do mercado.